quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Da opinião dos outros


Não gosto de dar demasiada importância ao que as pessoas dizem ou pensam de mim. Sinto que é estúpido ligar ao facto de estarem a falar de determinada coisa, quando isso nem é verdade, por opinarem sem conhecimento de causa. No entanto, noto que, quando me afecta, afecta. Não que me magoe, ou que me deixe triste... Mas, sei lá, há coisas que me deixam incomodada e a pensar nisso durante tempos e tempos. Volto a pensar no assunto constantemente e fico triste se me aperceber uma de duas coisas: ou que é mesmo verdade e tenho que mudar isso, ou que quem fala é mesmo importante para mim e tem uma ideia errada. Não gosto quando bato e bato nesta tecla... Deixa-me mal comigo mesma.

sábado, 27 de outubro de 2012

Até o nosso amor morrer


Então, que tal de concerto? - pergunta muita gente. A minha resposta tem sido sempre "Brutaaaal", com um mega sorriso no rosto. Desde que os Ornatos Violeta anunciaram os concertos de despedida que andava ansiosa por esta data. Às vezes, com o som do iPod no máximo, só pensava "Só quero que chegue o dia 25 de Outubro!". E chegou... Quinta-feira, durante o dia, já eu andava toda contente. As preocupações com o teste de Mecânica de sexta-feira até se tornaram mais leves. E veio a noite... As 21h30. Aliás, as 21h40, ou por essa volta, que eles não foram super pontuais. Mas isso não interessou minimamente... Vibrei do início ao fim! Com as letras que sei na ponta da língua, com as que sei assim assim e até mesmo com os inéditos que nunca tinha ouvido na vida. Passaram os anos, mas parece que não passaram por cima da energia, do ritmo, da voz... Sinceramente, só tenho pena que o Manel Cruz não tenha cantado a "Fim da canção". É que eu estava mesmo à espera no fim e não a cantaram... Depois, vim saber que estava planeada, mas que não voltaram. Bahhh! Mas, ainda assim, foi perfeito. E a companhia... Fez valer ainda mais a pena. Ao lado dele tudo se torna melhor... Agora que me recordo, na última época de exames estivemos na faculdade a ouvir e a cantar Ornatos feitos malucos, antes de ir jantar ao Mc (pensamento random). O L. é mesmo a pessoa com quem mais fazia sentido ver OV.

Como deixar a i. curiosa

Acabei de descobrir que a J. K. Rowling lançou um livro, completamente fora do género Harry Potter. A minha curiosidade ficou ao rubro... Mas agora tenho que esperar imenso tempo até poder sequer pensar em ler. E claro que o novo livro do José Rodrigues dos Santos já está em lista de espera, portanto... Mais um de Dan Brown por acabar. God, os tempos de faculdade são completamente incompatíveis com livros não técnicos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

L., este é para ti


Ainda me estás a dever uma ida a Belém.

Já sabes que eu não me esqueço destas coisas...

Quem me dera ser de ferro


Há dias em que gostava de ser de ferro. Aguentar tudo, sem ceder com os problemas mais pequeninos. Dava-me jeito não me cansar tanto... Acordar cansada não ajuda nada, é certo, e o horário de porcaria que tenho só vem piorar a situação. Se quero estudar ou fazer trabalhos, tem que se até altas horas... E depois, no dia a seguir, volto a levantar-me cedo. As tardes são perdidas com aulas, que é raro valerem a pena... As manhãs, puff, desaparecem. E à noite, só me apetece chegar a casa e dormir... Mas não pode ser, nunca pode. Nem ao fim-de-semana! Sinto-me mal, porque parece que nada rende. É como que remorsos, por sentir que podia fazer mais. Na verdade, eu faço tudo o que posso... Tenho prescindido de muito lazer para me dedicar à faculdade, mas parece que não tem valido de nada. E isso desmotiva... Desmotiva tentar dar tudo de mim e não ver grandes recompensas. Ok, tenho tido boas notas a Mecânica. Uau! É a segunda vez que estou a fazer aquilo, grande mérito. Este cansaço realmente não ajuda em nada... Nem na concentração, nem na disposição, nem no rendimento... Em nada, mesmo. Já estava a precisar de escrever aqui, pelo que achei que uma pausa não me faria mal nenhum. Às vezes, já quase me esqueço de como este cantinho me faz bem. O tempo escasseia cada vez mais... Acho que já nem vou ter tempo de ir a casa. Acabei de me lembrar que também o ferro oxida...

domingo, 21 de outubro de 2012

Do meu aniversário


Pela segunda vez consecutiva, o dia 19 de Outubro não foi marcado pela escrita. Por acaso, gosto de escrever no meu dia de anos... Ajuda-me a arrumar as ideias e a acalmar.
Este ano, "casei os anos", como se costuma dizer. Fiz os 19 no dia 19 e, pela primeira vez em muito tempo, quis comemorar com um jantar e uma saída com as pessoas que estavam em Lisboa de quem eu mais gosto. Regra geral, até prefiro ter um dia calminho, junto dos mais importantes... Contudo, achei que merecia. Confesso que estava cheia de vontade de dar um abraço à mãe mais galinha de sempre, mas isso teve que esperar por hoje.
Além disso, foi uma data importante, na medida que cometi a loucura de marcar o exame de código para o meu dia de anos às 09h30... E PASSEIIIIII! Foi uma boa prenda.
Vai ser o meu último ano antes do pesadelo de mudar o dígito das dezenas, mas tenho um good feeling em relação aos 19. Até agora, os 18 superaram tudo e representaram, de facto, o melhor ano da minha vida. Porém, apesar de a vida não ser um mar de rosas, a verdade é que tenho sorte em imensas coisas! Tenho um namorado que amo mais do que muito, os melhores amigos do mundo, colegas impecáveis, uma família que me adora, a sorte de poder estar na faculdade e já não tenho os problemas de saúde de outrora. Sim, faltam-me elementos importantes e um deles gera sempre um turbilhão de emoções no dia do meu aniversário. As recordações dos inúmeros 19's de Outubro até aos quinze anos, a saudade fulminante e a tristeza por nunca mais poder partilhar este dia com Ele. As lágrimas são controladas n vezes, mas também são enviados sorrisos e pensamentos. Sei que no meu coração está de certeza e isso acalma-me.
Enfim... Foi um bom dia. Mais importante do que tudo, foram as pessoas que se preocuparam em estar comigo, em telefonar, em mandar mensagem. Para mim, são sempre as pessoas que fazem os momentos e com que isto valha a pena.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

*brrum brrum*


O exame de código aproxima-se e o tempo para o estudar está escasso. E esta semana tenho duas aulas de condução... Fujam!

domingo, 14 de outubro de 2012

Estou a ficar velha (ou menos nova)

Pela primeira vez nos últimos anos, apetece-me fazer algo para comemorar o meu aniversário. São os 19, no dia 19... O último ano antes de me considerar uma velha autêntica (sim, o número 2 no dígito das unidades representa a velhice). O último ano teve um balanço bastante positivo. Não fiz metade das coisas que dizia que queria fazer, mas fiz outras que também valeram a pena. Ai, os meus sweet eighteen... Acho que ficava "aqui" para sempre.

Será de mim?


Não é por nada, mas não acho por bem andar às compras num hipermercado em Lisboa com um iPad na mão... A sério. Penso logo que com um encontrãozinho se vai o raio do aparelho à vida. É isso e estar com o computador no metro. Não entendo, desculpem. Eu sei que quem não se expõe pode ser assaltado na mesma, mas acho que mais vale não mostrar o que se tem em mão...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Resumindo e concluindo


Metade do dia: Recebi uma boa nota num teste de Mecânica, recebi um pedido para ser madrinha de Praxe, tinha algumas expectativas em relação a outras coisas...

Outra metade do dia: Desilusões atrás de desilusões. Sinto-me uma merda e a pior pessoa do mundo por confiar nas pessoas e por esperar que sejam para mim o mesmo que sou para elas. Ataques de choro constantes. Não me lembro do último pensamento bom que tive... Acho que foi quando comecei (feita estúpida) a pensar que precisava dum abraço... E a imaginá-lo. Ah, mas a seguir desatei a chorar.

Pronto. Precisava de dizer a toda a gente que isto está uma merda.

E é tudo, por agora

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

Ronan Keating como companhia, na série de exercícios de Mecânica

Ronan Keating

A lista de reprodução passou da rádio a única e exclusivamente Ronan Keating. Estou a ouvir músicas que adoro desde a primeira vez que ouvi, e outras que nem conhecia. Gosto tanto. Apesar de estar vidrada na When You Say Nothing At All desde ontem, acho que me apetece ouvir (quase) tudo dele... Adoro, adoro.

A culinária e eu


Quem me conhece, sabe que eu e a cozinha não somos grandes amigas. Não sei cozinhar nada por aí além, ao ponto das minhas amigas ficarem surpreendidas por eu saber fazer algo que, para além de comestível, até seja bom. Ao menos, a Bimby ajuda sempre e não me deixa ficar mal, quando preciso mesmo de cozinhar. Contudo, não sei se é por já se estar a aproximar a hora de almoço, mas estou com vontade de experimentar esta receita de bifinhos de lombo de porco com molho gostoso de mostrada, acompanhado de fusilli tricolor. Parece que a minha mãe me anda a pegar a mania por blogues de culinária... E até que gosto de alguns dos que ela segue, como é o caso do ratatui dos pobres. No próximo fim-de-semana, se ficar sozinha em Lisboa, temos experiência na cozinha! Já agora, prós em culinária, não venham dizer que a receita é super fácil de fazer... Se não fosse, eu nem pensaria em passá-la da imagem para o prato.

Estou chateada!!

Uma amiga minha acaba de me informar que há festa na minha faculdade na véspera dos meus anos. E eu penso "yeahh!! Que nice!! Finalmente, lembram-se de organizar uma festa e, ainda por cima, dá para comemorar a meia-noite". No momento a seguir à felicidade, vem o "F*ck! Não posso ir...". E é assim que me estragam tudo. Estou mais do que chateada.

sábado, 6 de outubro de 2012

Post para meninas ou Eu preciso de um conselho!!

Eu sou um ser que, desde há muito tempo até ao ano passado, não usava botas. Tinha as pernas magrinhas, bem como o pé enorme, e, portanto, eram raras as que me ficavam bem. Além disso, eu só queria ténis, ténis e ténis, portanto... Sem problema. Só que há um ano, isso mudou... E agora queria comprar outro par. O problema é que me apaixonei perdidamente por umas botas um tanto ou quanto dispendiosas.

Xuz

E agora é o seguinte: eu até estou disposta a cometer um pecado. Só que, há uns tempos, ouvi dizer que a marca Xuz tinha mais fama do que proveito. Isto é, os preços são os olhos da cara, mas em termos de conforto não são grande coisa. É verdade? É que as minhas foram caríssimas, mas valem cada cêntimo. Confortáveis e quentinhas que só elas (e giras, que eu adoro-as!). Posto isto, quem conhece, será que podia dar a sua opinião? Obrigada.

about my weekend

Eu passo a vida a desejar o fim-de-semana, mas depois, quando chega, sabe-me a muito pouco. Ontem perdi a manhã na viagem para o Alentejo. Durante a tarde, dormi e dormi, que bem estava a precisar. Ao menos, à noitinha, refiz o meu primeiro trabalho de Programação (I'm so happy!). Hoje perdi a manhã, entretanto depois de almoço não pude estar em casa... Tenho andado para aqui a ler o Código da Estrada, mas ao mesmo tempo "Tenho que ir estudar Mecânica! Tenho que ir estudar Circuitos! Tenho que pensar em Química e em Cálculo III!"... Assim se vai passando o tempo, sem conseguir gerir o meu tempo como deveria. E agora vou para... Mecânica, maybe. Estou mesmo sem saber para que lado me hei-de virar...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

E já passou um ano...

Fez na noite de ontem para hoje um ano que conheci o L.. Ele era apenas o colega de curso de um grande amigo meu, que, estando numa festa da faculdade, me apresentou a algumas pessoas. O que mais o diferenciou de outros foi o facto de ter tido a lata de, depois de relativamente poucas palavras, me ter vindo pedir o número. Acho que nunca irei saber por que razão o fez. Atrofiei com ele, fiz-me de difícil, não lho dei... Mas fiz com que o número lhe chegasse. Por isso mesmo, faz hoje um ano que começámos a falar, de forma relativamente regular. Lembro-me tão bem... Estava sentada no Estádio Universitário e recebo uma mensagem do tipo "Olá, ah e tal, não sei se te lembras de mim, sou o L."... Comecei logo a gozar com a situação e a dizer que não tinha bem a certeza. A conversa foi fluindo... E os meus sentimentos por ele, passado uns meses, tornaram-se naquilo que de mais especial tenho. O L. chegou e, aos poucos, foi derretendo o gelo. De descrente no amor passei a amá-lo incondicionalmente. Posso já não ser a mesma menina ingénua, mas ele foi capaz de me fazer voltar a acreditar. Fez-me superar o medo de ser magoada e apostar numa relação. Com ele, vale a pena... É uma pessoa incrível, por quem eu me estou sempre a apaixonar cada vez mais.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Desculpem, mas tinha que partilhar

i. publica um estado novo no facebook.
Ex do namorado da i. mete like.
Namorado da i. comenta, ao mesmo tempo que a i. lhe manda uma mensagem pelo chat.

E o que é que isto tem de curioso? Sem estarmos a falar disso, o comentário do L. foi igual à minha mensagem pelo chat. Ao mesmo tempo. Sem vermos. Sem comunicarmos. Nada. De vez em quando acontece, termos estas transmissões de pensamentos... Mas a de hoje foi mesmo "wow, o que é que se passou aqui?". Serviu para me fazer ganhar a noite. E para pensar "Toma aí, ex do L.".

domingo, 30 de setembro de 2012

random


Enrolou-se na manta, encostou-se para trás no sofá e fechou os olhos. Sentia que, se ficasse assim, perderia a noção do tempo e do espaço. E era só disso que precisava. O barulho dos carros desaparecera. Era como se fosse só ela, perdida nos seus pensamentos. Aos poucos, foi sentindo que já nem isso lhe pertencia. Os seus pensamentos deram lugar a um não pensar constante, nada lhe atormentava a alma. De repente, assomou-lhe à ideia que gostava desse estado de letargia. Era agradável. Parecia que nada no mundo a poderia afectar, nem mesmo o seu mundo da treta onde estava tão vincada, de onde não conseguia sair. Constatou então que o facto de se aperceber disso mesmo significava que voltara a pensar. Já não estava naquele estado bom. A fuga tinha sido curta e já havia terminado. Cerrou os olhos com mais força, para tentar voltar ao estado bom de não ser mais do que nada. A verdade é que queria ser mais forte do que as lágrimas que teimavam em espreitar. Lembrou-se que estava semi nua. Aquele mau estar tinha-a apanhado enquanto vestia o pijama e esquecera durante algum tempo o que se estava a preparar para fazer. Dormir. Apercebeu-se então que tinha sido o medo a fazê-la esquecer. Medo de dormir. Medo dos pesadelos que a mente insistia em mostrar-lhe. Dirigiu-se para o quarto com o pensamento de que, se adormecesse sem pensar em nada, o sono lhe podia trazer o descanso que já não tinha há semanas. O descanso merecido.

sábado, 29 de setembro de 2012

Resumo da minha tarde


Dormir cinco horas da parte da tarde ajuda a tudo, excepto aos remorsos de não fazer nada da vidinha.

Fim-de-semana a saber a pouco

A dona i. já estava a precisar do fim-de-semana. Andei a fritar com o teste de ontem (este semestre vai ser para esquecer...), estou doentinha e ando super cansada. Por isso, dois dias com menos preocupações ajuda e muito. Contudo, o meu quarto está um pandemónio (até tenho vergonha!) e esperam-me tantas coisas por fazer da faculdade, que até assusta... Se não fosse ter que ir à minha aula de simulador (aviso já que até parada sou péssima a conduzir), não passava do pijama. Mas, assim que cheguei a casa, voltei a vesti-lo. Ia jantar a casa de uma das minhas melhores amigas, e era tão bom, mas parece que o facto de estar doente não ajuda nos planos. Contudo, agora vou fechar os olhos por um bocadinho, deitada no sofá, com a minha mantinha preferida... E depois logo penso em Cálculo Diferencial e Integral III. Até logo!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OMG

Amanhã vou trajar mais de vinte horas seguidas. Vou morrer, não vou? Ai, vidinha de pastrana...

Já me conheço


Já me conheço. É tão mais fácil rebentar na hora em que algo acontece. No momento em que algo nos magoa e nos incomoda. Em que algo nos afecta. É tão mais fácil berrar e dizer tudo na cara, mal haja razão para isso. Contudo, eu não sou assim. Tenho pena, mas não sou mesmo assim. Algo acontece e eu guardo; daqui a bocadinho, volta a acumular, por qualquer coisa; e assim sucessivamente, até chegar ao ponto em que uma pequena coisa leva a uma grande gritaria. Claro que, aí, vai parecer completamente estúpido eu estar a fazer fita por algo tão ridículo. Mas a verdade é que não vem daí, vem de trás, e ninguém vai achar bem eu rebentar. Os últimos tempos têm sido assim... Há assuntos que já rebentaram, há outros que acho que ainda estão por rebentar. Como disse, já me conheço... E tenho medo do que possa vir daqui. É que, mesmo que alguém se preocupe e me venha perguntar o que é que se passa, a verdade é que não se passa nada. Está tudo bem. Ou, pelo menos, eu acho que está. Não sei... Talvez ande demasiado nervosa. Talvez ande a dar demasiada importância ao que não devo. Talvez seja só uma fase. Talvez... Nem sei. Talvez até só precise de descansar a cabeça e o corpo. Uma dose industrial de mimos também ajudaria. Só espero que isto me passe... É que ando a sentir-me uma autêntica loser.

want it

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

It's wedding time


Aproxima-se o dia em que acompanharei um primo meu ao altar. O vestido está comprado desde o fim de Julho e em minha casa desde Agosto. Os sapatos e a mala foram adquiridos algures já em Setembro. Os brincos há relativamente pouco tempo e o colar há umas meras horas (não o adoro, mas espero que dê para desenrascar). Não acho que vou ser uma madrinha linda, mas isso é o que menos me preocupa... Às vezes, não me sinto à altura. Sei que, se a vida fosse doutra maneira, o meu pai e uma outra tia do meu primo é que estariam ao seu lado, naquele dia. Sempre o ouvi dizer que gostaria que fossem eles os padrinhos de casamento... Como as circunstâncias são outras, o meu primo quis que fossem os dois primos em primeiro grau: eu, filha do tio, e o outro primo, filho da tia. Meu Deus... Nunca pensei sentir tanta pressão em cima. Sinto que estou no lugar do meu pai e que só isso já me obrigaria a estar o melhor possível, tal como Ele estaria. Ele é a pessoa que este casamento mais me recorda. Às vezes, quando estou a preparar qualquer coisa, dou por mim a pensar em como faz falta, em como devia estar cá... E não está. Penso muitas vezes no que é que ele faria no meu lugar. No jantar que o meu primo fez com os amigos e com a família, em jeitos de despedida de solteiro, dava por mim a pensar que só faltava o meu pai a entrar por aquele portão... As lágrimas assomavam-se, mas eu continha-as. Até ao momento em que o meu primo decidiu brindar-lhe e eu não me consegui conter. Foi um momento bonito, que não deixou de me afectar... Independentemente de o sentir comigo, a presença física é demasiado importante. Por vezes, não valorizamos o facto de as pessoas de quem gostarmos estarem connosco. Menosprezamos. Tomamos como garantido. Achamos que vão estar lá para sempre. Mas não vão... Às vezes, partem quando menos esperamos e nem temos tempo de nos despedirmos. E, mesmo que nos despeçamos, vão ficar a fazer falta durante toda a vida, porque há lugares que jamais se preencherão. Sábado, espero deixá-lo orgulhosa... Contudo, o que mais quero é que os noivos se dêem bem no futuro. O que desejo de melhor para mim, também o desejo para eles. Sei que merecem.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Medos

Kate Hudson

Tenho medo de cães e de gatos desde sempre. Comecei a ter medo da minha garagem. Tenho cada vez mais medo do trânsito. Tenho medo das sombras à noite, na minha rua. Tenho medo de ser fraca e de não conseguir erguer a cabeça. Tenho medo de deixar transparecer as minhas fraquezas e de não saber lidar com isso. Mas aquilo de que mais tenho medo é de perder as pessoas de que mais gosto. E às vezes, gostava de lhes mostrar mais os quanto as valorizo... Porque uma coisa é o que eu sinto, outra é aquilo que eu transpareço. O certo é que, por vezes, por trás de uma cara de gozo, está um coração derretido. Já melhorei... Já falo mais sobre mim. Já dou mais abraços. Já digo mais às pessoas o quanto gosto delas. Talvez por ter crescido...