Não sei se custa mais por ser dia cinco de Dezembro. O sentimento de perda e a tristeza imensa não atenuam nos outros dias só por causa da data que o calendário apresenta. Se penso mais vezes por dia nisso? Sim, isso já é verdade. A proximidade de Dezembro traz-me recordações acrescidas. O simbolismo da data de hoje faz-me lembrar aqueles dias, o que as pessoas me diziam, o que eu sentia... E o facto de ser neste mês faz-me não gostar - ou não ligar - ao Natal. Sei que, um dia, isto vai mudar... Talvez quando eu criar a minha própria família. Mas, entretanto, falta-me o simbolismo da minha noite de dia 24, passada na sua companhia, sempre, sempre. Porque era assim que eu queria e gostava... Depois passava o dia com a minha mãe, e era bom assim, fazia sentido ser assim. O certo é que já lá vão quatro anos e parece que foi há tão pouco tempo que o telefone tocou a anunciar... Quatro anos, em que fui obrigada a ter (ainda mais) responsabilidades e pressão, ao mesmo tempo que exigiam que estivesse tudo bem, que não misturasse emoções. Para dizer a verdade, prefiro assim... Não gosto que a maioria veja o meu lado mais frágil. Neste momento, dou por mim a ter saudades de tantas coisas ao mesmo tempo... Das conversas ilimitadas, dos abraços, das chatices, dos passeios, das secas, dos almoços. E, ao lembrar-me de tanta coisa, sinto que não podia ter tido um pai melhor. Apesar das suas inúmeras limitações, nunca me faltou em nada e fez o que pôde e o que não pôde por mim. Espero ter retribuído, enquanto tive tempo para isso.
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Tal pai, tal filha
É verdade que me orgulho muito em ser filha do meu pai. Gosto do facto de ser muito parecida com ele, tanto fisicamente, como no feitiozinho da treta... Mas há coisas em que mais valia não ser.
Por exemplo, lembro-me de ele me dizer:
- Ia para as frequências, de fato e gravata, e de caneta Parker na mão. Não sabia nada daquilo, às vezes nem sabia ao certo de que é que era o exame... Mas lá ia eu, de Parker.
Basicamente, descrito pela geração 9gag, o meu pai ia para os exames com uma postura entre "like a boss" e "I have no idea what I'm doing". Hoje, quando saí do exame de Anatomia e Fisiologia, de caneta Parker na mão, pronta a enfiá-la no estojo, só conseguia pensar em como podia ser um bocadinho mais diferente do meu pai e ir para os meus exames a saber mais sobre aquilo. Mas pronto. Num ano, já fiz mais cadeiras do que ele em... Dez?
Um bocado aleatoriamente, tenho ali a minha colecção de canetas destas que não uso, com pena de as gastar. Sou triste, eu sei. Ainda por cima, a minha mãe usa-as, o que ainda é mais triste.
Adenda: Não me orgulho de NADA do que escrevi.
Adenda: Não me orgulho de NADA do que escrevi.
sábado, 24 de março de 2012
Insubstituível
Esta semana foi Dia do Pai. Estive a um bocadinho de nada de escrever sobre o tema, de dedicar algo ao meu Pai... Lembrei-me de algumas prendas que lhe tinha feito, na Primária, e sorri por isso. Quando eles vão, com o tempo, torna-se assim, eu acho. Apesar da tristeza e da saudade infinita, aprendemos a centrar-nos nos melhores momentos e no "ele diria/faria assim se estivesse aqui". Sentimo-nos reconfortados por certos pensamentos e não tão revoltados. Mas enfim... Há sentimentos tão contraditórios e, neste momento, não consigo descrever nada do que vai cá dentro em relação a isto.
Ontem tive um momento de fraqueza como já não tinha há algum tempo. Foi completamente aleatório, chegou do nada e, quando dei por mim, estava no meio duma aula com as lágrimas ao cantinho dos olhos. Sei lá... Senti falta de tanta coisa ao mesmo tempo. Do abraço. Do apoio. Dos telefonemas. Das discussões. D'Ele... Sem dúvida, o tempo não cura tudo. Não cura o que é insubstituível.
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